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Globo Mar - Cabotagem

19/11/2014

Para quem trabalha no setor portuário ou é amante do mar e compreende seu papel fundamental para o desenvolvimento e a sobrevivência do Brasil, um dos programas mais interessantes da TV brasileira é o Globo Mar. Não que eu seja um grande amante dos programas da Rede Globo, mas quando se trata de qualidade técnica, a capacidade da Globo é excelente.

 

Um dos episódios do Globo Mar mais interessantes tem como tema a navegação de cabotagem. A cabotagem é a navegação entre portos marítimos de uma mesma região ou país, feita sem necessidade de cruzar os grandes oceanos. Trata-se de uma das alternativas mais promissoras para o rebalanceamento da matriz de carga no Brasil, dada a dimensão continental do nosso país.

 

O programa, cujos trechos estamos disponibilizando abaixo, oferece uma visão do dia-a-dia da operação de cabotagem, as dificuldades e peculiaridades operacionais, e outros relacinados. Claro que não poderíamos deixar de apresentar nossas críticas à algumas considerações feitas no programa! Segue nossa lista de comentários:

  1. Em vários momentos da reportagem, refere-se ao Jacarandá como "gigante", "enorme", etc. Realmente, para quem não está habituado, a dimensão do navio Jacarandá é impressionante. Mas calma lá... o Jacarandá não está nem perto de ter o tamanho dos maiores navios do mundo. Com 217 metros de comprimento, 28 metros de boca e capacidade para 2.800 TEUs, está muito loge, por exemplo, do conteinero Emma Maersk, que tem 397 metros de comprimento, 54 metros de boca e capacidade máxima de 13.800 TEUs.

  2. De quem é a responsabilidade pela manobra do navio? Afirma-se na reportagem que o Prático é o responsável pela manobra. Acontece, o Prático não é o responsável pela manobra de um navio. Seu papel é acessorar o Capitão do navio, que por sua vez é a quem cabe a total responsabilidade sobre a manobra do navio. Na NORMAM 12 - Capítulo 1 (Item0229), que versa sobre os Deveres do Prático, lê-se: "Compete ao Prático no desempenho das suas funções: a)Acessorar o Comandante da embarcação na condução da faina de praticagem, atendendo, com presteza, e de forma eficiente, as exigências do Serviço de Praticagem."

  3. A intenção da reportagem é ter um tom descontraído, leve, etc. Mas achar o equilíbrio entre a seriedade e a bricadeira é sempre complicado. Referir-se à manobra de saída do porto como "gincana" já ultrapass essa linha. O Canal de Vitória é um dos canais mais estreitos do país, com procedimento de manobra bastante complicado. Vale dizer também que a pedra a que ele se referiu chama-se Penedo!

  4. Já no final da reportagem, alega-se que não há ninguém conduzindo o navio: supostamente ele está sendo conduzido pelos equipamentos, que atuam sozinhos. Calma lá! Conduzir um navio em navegação é como dirigir um carro automático na estrada. Sempre e a todo momento há algum responsável supervisionando tudo.

  5. Realmente é emocionante o gesto de boas-vindas dos rebocadores recebendo o Jacarandá pela primeira vez.

  6. Fica registrado também a condição muito abaixo da mínima da operação de movimentação dos contêineres no terminal da Rodimar em Santos! Um terminal de contêineres sem portêiner hoje em dia é inadimissível!

Parte 1:

 

Parte 2:

 

 

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