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Green Ports no Brasil

03/11/2015

Recentemente, sustentabilidade tem sido o centro das atenções em diversos meios. A preocupação com a utilização dos recursos naturais e o futuro do nosso planeta para as próximas gerações ganha força. As iniciativas verdes estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano e, com a indústria portuária, não poderia ser diferente. A preocupação e o ativismo contra a poluição gerada pela movimentação portuária fez surgir o movimento Green Ports.

 

Na atividade portuária, existe um conflito de interesse entre os benefícios gerados pelos portos e terminais como propulsores do desenvolvimento econômico de determinada região/cidade e os inevitáveis "efeitos colaterais" dessa atividade econômica geradora de poluição (do ar, sonora, marítima, etc.).

 

Nesse sentido, e para adaptar-se a exigência cada vez mais restritas impostas pela esferas governamentais, surgiu o conceito de Green Ports (ou Portos Verdes). Os principais portos do mundo possuem programas relacionados à questão "Green Port" – em maior ou menor escala. Assim, o “ativismo verde” busca gerar novos padrões de qualidade e desempenho, além de regular as atividades portuárias para garantir a qualidade de vida da população em cidades portuárias.

 

O porto de Singapura, por exemplo, tem um programa que incentiva a redução de emissão de poluentes – fornecendo desconto em suas tarifas para aqueles operadores que utilizarem combustíveis menos poluentes ou para empresas que desenvolvam e utilizem “tencologias verdes”.

 

Na Europa, a European Sea Ports Organization criou a iniciativa EcoPorts, que certifica portos com iniciativas verdes. Neste caso, o foco está, principalmente, na redução de transporte por caminhões – um problema significativo para este continente. Os portos estão incentivando a utilização de transporte multimodal, substituindo caminhões por trens e comboios hidroviários.

 

Nos Estados Unidos, destaca-se a iniciativa do  Porto de Long Beach – um dos principais portos do país, localizado em uma região urbana. Sua política de Green Port destaca seis principais elementos para o seu programa:

  • Vida selvagem

  • Ar

  • Água

  • Solo e sedimentos

  • Envolvimento com a sociedade

  • Sustentabilidade.

Essa política verde já está em prática desde 2005 e serve como exemplo para iniciativas ao redor do mundo.

No Brasil, o conceito de Green Port ainda é um pouco recente. Em 2012 a ANTAQ institui o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que junto com o Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA) e o Global Integrated Shipping Information System (GISIS) compõem o sistema de Gerência do Meio Ambiente (GMA) dos portos brasileiros. O objetivo do IDA é de fornecer um diagnóstico da situação portuária brasileira a fim de auxiliar o desenvolvimento de práticas para mitigação de passivos ambientais.

 

Novos empreendimentos estão buscando soluções sustentáveis, seja como vantagem competitiva, seja como preparação para regulamentações ambientais mais severas. Independente da motivação por trás dessas iniciativas, trata-se de uma evolução para a sociedade em constante busca da sustentabilidade.

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