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MoneyBall - Inovação e Otimização

10/07/2015

 

A palavra inovação se tornou um grande “jargão” no vocabulário empresarial. No entanto, seu propósito está quase sempre relacionado ao desenvolvimento de novos produtos, enquanto outras áreas promissoras tendem a permanecer tradicionais. Note que no mundo dos negócios, ano após ano, busca-se melhorar processos e maximizar lucros, num ciclo conservador que, muitas vezes, acaba negligenciando grandes oportunidades inovadoras para se alcançar a excelência. Oportunidades que, muitas vezes, estão ligadas a técnicas estatísticas, modelagem matemática, pesquisa operacional, simulação, entre outras. Em suma, tecnologias baseadas em matemática aplicada que, frequentemente, têm seus potenciais de geração de valor e vantagem competitiva subestimados.

 

Esta realidade é ilustrada com grande clareza no filme Moneyball (2011), lançado no Brasil como “O homem que mudou o jogo”, que retrata a mesma lógica conservadora, mas presente nos times americanos de beisebol. Disputando um campeonato após o outro, em busca de vitórias, a vantagem competitiva dos times foca exclusivamente na capacidade de pagar os melhores e mais caros jogadores. Porém, o filme mostra como, pela primeira vez, alguém decidiu inovar a forma de estruturação do time aplicando modelos matemáticos que mudaram a trajetória do beisebol americano.

 

 Fonte: www.youtube.com/watch?v=BumI-Yh0P1M

 

Tornou-se um caso de sucesso tão importante que inspirou o livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game – A Arte de Ganhar um Jogo Injusto, e, posteriormente, deu origem ao filme que teve 6 indicações ao Oscar, em 2012. O filme conta a história de Billy Beane, gerente geral do Oakland Athletics, um pequeno time de beisebol que não possuía recursos para contratar os melhores jogadores e, portanto, tinha pouquíssimas chances de ganhar o campeonato.

 

A lógica dos grandes times era a de comprar os melhores jogadores dos times menores. Logo, os pequenos estavam sempre sucateados e com jogadores muito inexperientes, caracterizando uma disputa injusta. A folha de pagamento anual dos Yankees (um dos maiores times), por exemplo, era de US$ 114 milhões, enquanto a do Oakland A’s era de apenas US$ 39 milhões.

 

O filme mostra, então, quando Billy conhece o jovem Peter Brand, recém-formado em Yale e é apresentado ao seu método inovador para contratação de jogadores, que utiliza gráficos, estatística aplicada e programação, e, a partir disso, estabeleceu um novo modelo de avaliação para cada jogador. A partir dos resultados do estudo de Peter, Billy passou a contratar quem apresentava a melhor relação custo-benefício. O resultado da aplicação dessa técnica foi a vitória  do Oakland A’s em 20 jogos consecutivos, um recorde no beisebol americano.

 

Ou seja, foi formado um time competitivo, maximizando o potencial da equipe e minimizando os custos de contratação, suportando as decisões com matemática aplicada e otimizando o investimento de capital.

Por fim, o time de Billy ganhou exatamente o mesmo número de jogos dos Yankees. No entanto, enquanto os Nova Iorquinos gastaram US$ 1,4 milhões por vitória, os Oakland A’s gastaram apenas US$ 260 mil.

Métodos similares a estes podem e devem ser utilizados em praticamente todos os setores da economia. Na maioria das vezes, eles representam um grande diferencial competitivo e são a chave para o sucesso.

 

Uma grande ideia inovadora é aquela que “consegue fazer mais com menos”.

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