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Não seja um tomador de decisão míope

20/08/2015

Em tempos de crise, expressões como: ajuste, austeridade, corte de verba, reaparecem com força no vocabulário do dia-a-dia das empresas e dos tomadores de decisão. Basicamente, todos objetivam cortar custos, ninguém quer gastar desnecessariamente. Nesse ponto, projetos, recursos e mão-de-obra usualmente ligados à área de planejamento, majoritariamente considerados “supérfluos”, são os mais fáceis e portanto os primeiros a serem empurrados para a geladeira. O foco volta-se para a sobrevivência, que consiste basicamente nas questões operacionais. Escuta-se esse discurso de uma boa parcela das empresas atualmente.

 

Sugiro, entretanto, que se trata de um discurso míope. Seguir o raciocínio de cortar projetos e recursos de planejamento (e incluo aqui a simulação e otimização) com a justificativa de reduzir custos pode ser uma decisão a se revelar bem cara. Para tentar comprovar esse ponto, coloco 3 razões pela qual acredito ser importante, em momento de economia delicada, investir ainda mais em simulação e otimização.

  1. A redução de custos normalmente é consequência de uma ação com resultado direto e imediato: eliminar recursos. Mas será que faz sentido mesmo usar como primeira ferramenta a eliminação de recursos? Não seria mais inteligente buscar maneiras de aumentar a eficiência dos recursos, melhorar a proporção receita/custo e, eventualmente, usar isso como um fator de atração de novos negócios, repassando parte dessa otimização ao cliente com o intuito de aumentar market-share? Ou mesmo, depois de otimizado, aí sim redimensionar os recursos (mas agora com a certeza que a operação que fica será atendida adequadamente pelo novo dimensionamento) ? Fato é que a maneira mais eficiente de se promover uma análise do tipo é através de um modelo de simulação e/ou otimização, capaz de avaliar um conjunto enorme de cenários e configurações de parâmetros. A simulação é uma metologia comprovadamente eficaz para encontrar pontos de gargalo do sistema e frequentemente identifica oportunidades de incrementar a relação de custos x nível de serviço do sistema, propondo um dimensionamento mais adequado.

  2. Certamente, você não pode se dar o luxo de desperdiçar dinheiro. Cada real colocado no negócio nesse momento tem que ser certeiro. Mas como saber o que é de fato um bom investimento? Se você tem o caminho A ou B para seguir, a escolha do equipamento X ou Y para tomar, como garantir que você está fazendo a escolha certa ou que realmente precisa comprar o recurso que você está planejando. Nesse caso projetos de simulação são frequentemente utilizados para justificar escolhas de alternativas no sentido de compreender e classificar quais são as alternativas mais robustas ao seu problema. Um projeto de simulação adequado pode economizar centenas de vezes o seu custo com retorno quase imediato. 

  3. Mudança de rumo e mitigação de risco: os desafios da economia muitas vezes obrigam empresas a se reinventar, transformar processos, desviar seu business plan, desenvolver novos produtos, etc. Esse esforço criativo envolve também riscos. Como entender quais alternativas são mais viáveis em se obter sucesso? Será que um pouco mais ou um pouco menos para lá ou para cá? Ou uma metodologia formal seria capaz de produzir melhores resultados? Uma das forças da simulação é a sua capacidade de avaliar objetivamente várias abordagens e configurações, substituindo as “avaliações analíticas médias” por "estimativas estatísticas realistas”, e, por sua vez, reduzindo o risco associado a essas mudanças.

De maneira resumida, e para justificar o adjetivo míope do início do texto, a ideia aqui é deixar de entender um projeto de simulação como um custo (evidentemente todo projeto de simulação/otimização tem um custo associado), e passar a enxergá-lo como um investimento, que pode te garantir melhores decisões hoje, e que farão você economizar hoje e todos os dias seguintes.

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