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Os desafios do transporte hidroviário no Brasil

16/10/2015

É unanimidade que os custos logísticos estão entre os maiores entraves ao desenvolvimento do país. Estes custos correspondem, atualmente, a cerca de 10% do PIB. Além disso, o transporte também é responsável por 47% das emissões de CO2 associadas à matriz energética nacional.

 

Nesse sentido, vale a pena refletirmos o porquê dos R$ 18,8 bilhões investidos pelo Ministério dos Transportes, apenas 0,8% terem sido destinados a hidrovias.

 

Entretanto, a falta de investimentos não é o único problema deste modal. A hidrovia Tietê-Paraná, por exemplo, que obteve um aumento de 24% em volume transportado entre 2008 a 2013, possui trechos que se encontram com a navegação interrompida. Apenas no trecho paulista esta hidrovia possui 800 km navegáveis, 10 barragens, 19 estaleiros e 30 terminais intermodais de cargas. Apesar de tamanha infraestrutura, a estiagem interrompeu o fluxo de cargas no ano passado.

 

É importante ressaltar que a mesma água das hidrovias é responsável por 60% (em 2014) da produção de energia elétrica nacional, além de todo o consumo agrícola e humano do país. Justamente por isso a Agência Nacional de Águas (ANA) emite outorgas de direito de uso para a exploração do potencial hidroelétrico. Por outro lado, a utilização das hidrovias como meios de transporte carecem de outorgas. 

Gera-se assim um conflito de políticas de uso da água, onde não há vencedores. Atualmente, essa "disputa" entre geração de energia e hidrovia, tem como consequencia a paralização do sistema Tietê-Paraná. Hoje o sistema está reservando água nas bacias dos rios Grande e Paranaíba, esvaziando os reservatórios das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos, o que impede a navegabilidade. Se houvesse a outorga hidroviária, todo o planejamento do país serial tal que a navegação continuasse.

 

Outro problema era a falta de eclusas em muitas hidroelétricas nacionais. A própria Itaipu, mais importante usina brasileira, não possui eclusas e é a única interrupção nos 4 mil km navegáveis do rio Paraná. Ao menos este problema foi sanado, dado que a Lei 13.081 regulamenta a construção de eclusas em todas as novas usinas. 

 Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/secaem-sao-paulo-ja-causa-perdas-industria-do-estado-14393225

 

Bibliografia:

 

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTT)

 

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF)

 

Balanço Energético Nacional (BEN/MME)

 

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